O que: A Fuvest anulou uma questão de matemática da primeira fase do vestibular 2027. Todos os candidatos receberão o ponto, qualquer que tenha sido a alternativa marcada.
Por que: O enunciado indicava que Porto de Galinhas ficava a 35 graus de longitude leste. Na realidade, segundo a matéria, a cidade está a aproximadamente 35 graus de longitude oeste. A Fuvest afirmou que o erro não impedia a resolução matemática, mas justificou a anulação porque o vestibular cobra a relação entre diferentes disciplinas.
Quem: A Fuvest, responsável pelo vestibular da USP, tomou a decisão. Professores de cursinhos e candidatos identificaram o erro.
Onde: A questão comparava a distância entre Luanda, capital de Angola, e Porto de Galinhas, em Pernambuco, considerando o paralelo 9º Sul.
Quando: A prova foi aplicada no domingo, 1º de novembro, e a anulação foi anunciada na segunda-feira, dia 2. A segunda fase está marcada para 6 e 7 de dezembro.
Quanto: A prova reuniu 106.165 inscritos e teve abstenção de 6,4%, segundo a matéria. A seleção oferece 8.147 vagas na USP.
Como: A questão pedia o cálculo da distância aproximada entre as duas localidades, com base no deslocamento de um navio ao longo de uma linha imaginária que circunda a Terra. O gabarito oficial será retificado.
A Folha conta o essencial: a Fuvest anulou a questão, dará o ponto aos candidatos e reconheceu o erro. Também reproduz a ressalva da banca de que o cálculo era possível com os dados do enunciado. As outras reportagens não contestam esses fatos. A diferença está no que cada uma ilumina. (www1.folha.uol.com.br)
O SBT News destaca a confusão dentro da própria prova: o texto colocava Porto de Galinhas de um lado, enquanto o mapa a mostrava do outro. Segundo o professor ouvido pelo veículo, isso poderia confundir quem percebesse a contradição. Era quase um teste extra: descobrir se valia mais ler ou enxergar. (sbtnews.sbt.com.br)
O Guia do Estudante acrescenta que, usando a localização correta, nenhuma alternativa serviria, segundo professores consultados. Já a CNN Brasil registra a promessa da Fuvest de ampliar a revisão das questões interdisciplinares de matemática. Antes tarde do que uma excursão involuntária de Pernambuco ao outro lado do mapa. (guiadoestudante.abril.com.br)
A Folha enquadra o episódio principalmente como uma decisão administrativa acompanhada da justificativa da banca. O resultado é claro, mas deixa em segundo plano a armadilha enfrentada pelo aluno e a mudança de revisão anunciada depois do erro.
Segundo a Folha, a Fuvest anulou uma questão de matemática da primeira fase após identificar que o enunciado situava Porto de Galinhas a 35 graus de longitude leste, quando a localização correta é aproximadamente 35 graus oeste.
A questão pedia o cálculo da distância entre Luanda e Porto de Galinhas. A informação geográfica incorreta alterava a localização considerada, embora, segundo a Fuvest, ainda fosse possível chegar à alternativa correta usando os dados matemáticos apresentados.
A fundação justificou a anulação pelo caráter interdisciplinar da prova: se o exame cobra a relação entre matemática e geografia, um dado geográfico errado não é detalhe que possa ser simplesmente ignorado.
Todos os candidatos receberão o ponto da questão, qualquer que tenha sido a alternativa assinalada. A Folha também informa que o gabarito oficial será corrigido.
A matéria contextualiza o episódio com dados sobre o vestibular, como o número de inscritos, a abstenção e as datas da segunda fase. Para quem prestou a prova, a consequência prática é direta: o ponto será atribuído sem necessidade de ação individual.
O texto serve sobretudo para explicar o erro, a decisão da Fuvest e seu efeito sobre os candidatos. Ao destacar que a própria fundação reconheceu a falha, a reportagem apresenta a anulação como resposta a um problema concreto, não como contestação da resolução matemática. Sua intenção aparente é informar sobre a correção e esclarecer o impacto, sem transformar o episódio em uma acusação mais ampla contra a prova.
Fontes presentes: A matéria se apoia sobretudo na nota da Fuvest, que explica a anulação e defende que os dados permitiam resolver a parte matemática. Professores de cursinhos e candidatos aparecem apenas como quem apontou o erro: ninguém é identificado ou ouvido diretamente.
Fontes ausentes: Faltam candidatos que expliquem se a divergência entre texto e mapa os confundiu, além de especialistas independentes em geografia e avaliação de provas. Em outras coberturas, a CNN ouviu Vera Lúcia Antunes, do Objetivo, e o Guia do Estudante consultou professores do Anglo e do Oficina do Estudante. Eles detalharam o conflito: seguindo a longitude real, nenhuma alternativa serviria. (cnnbrasil.com.br)
Avaliação do impacto: A seleção não inventa a falha, mas dá mais espaço à justificativa da organizadora do que ao efeito prático sobre os candidatos. Ao dizer que a questão ainda podia ser resolvida matematicamente sem explicar de imediato o choque com o mapa e com a geografia real, a narrativa suaviza a dimensão do problema. O viés é moderado e favorece a versão institucional da Fuvest.
Falta a reprodução da questão, das alternativas e do cálculo que a Fuvest diz ainda permitir a resposta correta. Sem isso, não dá para saber se a coordenada errada levava a outra alternativa ou se o erro era apenas geográfico, sem efeito sobre o resultado matemático. Essa informação mudaria a leitura da decisão: ajudaria a avaliar se a anulação foi necessária para corrigir uma injustiça concreta ou se a fundação anulou a questão por descumprir o próprio padrão de interdisciplinaridade.
A matéria mantém tom predominantemente informativo: identifica o erro, explica a diferença entre longitude leste e oeste e informa que todos receberão o ponto. O título corresponde ao corpo e não promete um escândalo maior do que o relatado. Clickbait, desta vez, não entrou na prova.
A principal tensão está na explicação da Fuvest: a fundação diz que os dados permitiam resolver o cálculo, mas anulou a questão porque o erro comprometia a proposta interdisciplinar. A justificativa é compreensível, embora deixe a pergunta sobre o que, afinal, a questão avaliava. Não há ataque pessoal, sarcasmo ou metáforas relevantes; a expressão “não comporta escusas” é enfática, mas aparece como citação da própria fundação. O bloco promocional de assinatura destoa do relato, sem alterar sua argumentação.
Fontes identificadas
Evidências apresentadas